LILI E OS MOINHOS
[Dezembro/2004]
(LUÍS MILANESI)
Lili, moça bonita e
extrovertida, o que não é comum entre as jovens que optam pela
biblioteca como ambiente de trabalho, logo após a sua formatura foi
trabalhar no Colégio Piratinga. Entrou otimista, sondou o ambiente e,
armada de projetos e sonhos, avançou certa da concretização de seus
ideais bibliotecários. Para isso, contava, além do que aprendera na
escola, que ela sabia ser pouco, com um encanto pessoal que, em alguns
casos, vale mais que as tabelas de classificação e todos os códigos da
Biblioteconomia. O Colégio Piratinga, particular, recebia os
filhos da classe média alta, aquelas cujos pais planejam para os seus
rebentos um diploma de médico, engenheiro, administrador de empresa e
semelhantes, o que poderia colaborar para manter a classe da família.
Servindo a essa clientela, o C.P. oferecia benefícios não-usuais aos
alunos comuns da rede oficial de ensino. Como escola paga, deveria
mostrar algumas vantagens - o suficiente para manter o seu quadro
discente completo. No Piratinga as tais "melhores condições de ensino"
como, por exemplo, laboratórios e biblioteca, eram mais, muito mais, que
a retórica das passeatas de professores com baixo salário e desempenho
equivalente. O C.P. pagava bem. Lili, inclusive, estava exultante com a
oferta que recebera. O valor era superior a esquálidos holerites
pré-aposentadoria que muitas colegas, aquelas pioneiras, ocultavam com
resignação. Como Lili obtivera aquele emprego "caído do céu",
como diziam? Além das absolutamente necessárias indicações e
referências, era impossível não perceber o entusiasmo da moça em relação
a algo que, efetivamente, não animava ninguém. Havia sim uma Biblioteca
no C.P., uma saleta mal iluminada, um leve odor de mofo, livros do
tempo da fundação da entidade (logo após a Revolução
Constitucionalista), algumas doações inúteis de órgãos de governo e, por
certo, traças. Era um local adequado aos alunos mais irrequietos.
Bastava a ameaça: "eu te mando para a Biblioteca" e a classe ficava em
completo silêncio. Lili, acompanhada pelo Diretor do
Estabelecimento, viu aquele cenário levemente lúgubre e conseguiu
improvisar uma entusiasmada seqüência de idéias, mesmo que o ambiente
não oferecesse qualquer tipo de estímulo. Ganhou o emprego e a simpatia
do Chefe graças ao brilho (e à cor) dos seus olhos. E, ainda, promessa
de apoio. Aí estava o desafio de Lili: implantar uma biblioteca
útil. Era preciso obstinação, sem dúvida, e das fortes, daquelas que,
eventualmente, podem ser identificadas como teimosia. No entanto, quase
desistiu do emprego no primeiro dia de trabalho. Chegou em casa exausta,
espirrando muito, o seu primaveril vestido lamentavelmente empoeirado. A
noite, antes de dormir, fez uma profunda reflexão sobre a guerra suja
que teria pela frente e resolveu ir adiante. Lili era alérgica à pó e
isso não seria um obstáculo à sua força de vontade demolidora. Pelo
menos não era claustrófoba. O primeiro gesto radical de Lili
ocorreu logo na primeira semana de atividades. Fez uma seleção rápida
das obras perfeitamente inúteis como, por exemplo, listas telefônicas
velhas ou mutiladas e promoveu uma fogueira no pátio, sem pensar na
frase que lera em algum lugar sobre a queima de livros como predecessora
da queima de homens. Como exercia com muito jeito algumas práticas
típicas dos profissionais de relações públicas e políticos em geral,
anunciou no Colégio todo a fogueira dos livros. Os próprios alunos, com
prazer, ajudaram-na a carregar os volumes para o pátio. Alguns até
sugeriram que a queima poderia ser efetuada no interior da própria
Biblioteca - o que daria menos trabalho e seria uma ação mais completa.
Prevaleceu a idéia original do incêndio ao ar livre. Naquele dia, Lili
conquistou o Piratinga. Alguns professores ficaram preocupados, não com a
forma de separar as obras inúteis das utilizáveis, mas com a agitação e
a pirotecnia do evento. Com as estantes vazias (quase a
metade), Lili preocupou-se com dois grandes problemas: descupinizar o
ambiente e ampliar o acervo. Fez junto ao Diretor uma descrição tão
pavorosa da ação desses insetos que poderiam destruir todos os
livros,inclusive, os valiosos arquivos da Secretaria, que uma firma foi
contratada imediatamente para eliminar cupins, traças e quaisquer outros
bibliófagos. O segundo problema era muito mais grave: o C.P., em seu
orçamento, não incluíra a aquisição de livros. Não dá para comprar
livros sem recursos. A idéia geral é que sempre haverá alguma boa alma
que esteja querendo limpar a casa e doar uns livros dos filhos que não
servem mais aos netos.
- Como é possível formar sem informar? perguntou Lili.
- Aqui a formação e a informação são dadas em sala de aula, desculpou-se o Diretor.
Lili
ficou surpresa com a argumentação, mas naquele momento não encontrou
nenhuma resposta adequada, além da mais tradicional para essas
situações:
- Bem, Senhor Diretor, o jeito é fazer uma campanha para a obtenção de recursos para a compra de livros.
O
Diretor respondeu com os ombros, eloqüentes, não deixando dúvidas: esse
assunto não lhe dizia respeito. Lili aceitou o desafio. Iria movimentar
a Associação de Pais e Mestres e os próprios alunos, faria uma barraca
na tradicional festa junina, realizaria concurso de beleza, rifas, livro
de ouro e o que fosse necessário para não deixar a Biblioteca naquele
estado de penúria. Inclusive, aceitaria doação de livros, desde que
fossem novos ou, pelo menos, quase. Em menos de três meses, Lili
arrecadou o suficiente para comprar cerca de oitocentos obras. Das três
mil doações, foram aproveitados uns duzentos volumes. Além disso,
incluíram-se na compra discos, diapositivos, mapas, tudo isso uma grande
novidade para o Piratinga. Com esse empenho e sucesso, certamente,
estava aberto o caminho para novos problemas. Por exemplo: aonde colocar
aquele material todo? Nova batalha tomou todo o tempo e emoções de
Lili: a conquista de um espaço mais adequado à nova Biblioteca. Ela
dizia a palavra "nova", escandindo as sílabas. Palmo a palmo, o terreno
foi sendo tomado. Não exatamente como ela queria, mas a área ampliou-se
pelo menos três vezes, ocupando salas adjacentes e ganhando, com isso,
alguns inimigos. Em pouco tempo, o cenário estava mudado. Logo na porta,
no alto, afixara uma placa que dizia: "aqui, a sua liberdade". Parece
que a frase causou alguma perplexidade. A inauguração foi
festiva. Pais e alguns mestres compareceram. A Biblioteca não parecia
ter saído dos manuais de Biblioteconomia. Havia uma estante com
novidades onde os volumes não mostravam a lombada, mas a capa. Num móvel
improvisado estavam dois jornais do dia (Lili conseguira a doação das
assinaturas) e algumas revistas. O que não existia mais era bolor,
insetos, fungos e o "inferninho", armário onde almas piedosas
trancafiavam livros que pudessem comprometer a boa formação dos alunos.
Ali estavam O Cortiço, O Crime do Padre Amaro e outras obras que
pudessem pôr em dúvida o bom nome do Colégio. Lili entendeu que a
classificação era por assunto e não pela gradação moral da obra. Por
isso, o livro de Eça de Queiroz foi parar mesmo na área reservada à
literatura portuguesa. No dia seguinte à inauguração, Lili
madrugou na Biblioteca Comendador Saraiva - o nome que, por decisão da
Diretoria, foi dado à nova repartição - à espera do primeiro leitor. Ele
demorou a chegar e não manifestou interesse especial pelo acolhimento
de Lili: queria apenas "fazer pesquisa" naquele "livro grande". O alvo
era Frei Caneca e o tal livro, a Enciclopédia Barsa. O verbete foi
localizado e o aluno se pôs a copiar. Lili observou que, esgotado o
verbete, o menino pulara para o seguinte. Logo depois, a jovem
bibliotecária ouviria a frase que a perseguiria por um bom tempo: - Tia, até onde eu copeio?
- "Está
tudo errado", concluiu Lili. A partir daquele momento percebeu que não
adiantava muito ter uma bem instalada Biblioteca, acervo rico e tudo
continuar na mesma, como se a Biblioteca fosse ainda aquele lixo mofado.
A bem da verdade, por vários dias a freqüência foi baixíssima, como
antes. E cada um que chegava repetia o ritual: buscava o verbete para
ser copiado. "Assim é que o professor quer", defendeu-se um aluno
acossado por Lili com vários outros livros sobre o assunto que o
"pesquisador" rapidamente copiava. Quando a Biblioteca ficava
vazia, Lili punha no velho toca-discos doado um Vivaldi ou Mozart (o seu
preferido). Nesses momentos, ela ficava atenta, à espera de algum aluno
que, atraído pela música, lá entrasse. Não adiantava. "Será o
repertório?", indagou Lili, pronta a pôr em prática o que fosse possível
para atrair o seu público. Um dia ousou: um rock. Nada aconteceu.
Sentiu-se ridícula. Os alunos só entravam na Biblioteca quando algum
professor exigia as invariáveis pesquisas. De seu vasto arsenal de iscas
para capturar leitores localizou algo que, talvez, pudesse destruir
aquela horrível rotina que reduzia o seu rico acervo a uma única
enciclopédia. Resolveu colocar em prática algo que não aprendera na
escola: fazer uma gibiteca. Não era disso que os adolescentes gostavam? A
reação foi de espanto discreto. Não dos alunos, mas de alguns
professores que entendiam ser aquilo um desestímulo à boa leitura. Lili
espalhara uma série de cartazes: "gibis na Biblioteca" diziam eles
ilustrados com figuras do Pato Donald, Tarzan, Mônica, Fantasma, Zorro,
Super-homem e outras mais. Isca infalível. Alguns curiosos apareceram. A
jovem e irrequieta bibliotecária que introduzira o carnaval no templo
observava com muita atenção os movimentos de seu querido público em
torno dos gibis. Depois de alguns dias, percebeu que eram sempre os
mesmos que iam remexer a caixa onde eles eram guardados. E ainda: por
mais que destacasse livros e revistas, colocando-os ao alcance dos olhos
e das mãos dos leitores de gibis, estes não pareciam servir de iscas
para aqueles. Os alunos devoravam as aventuras dos super-heróis,
deliciados, mas não queriam saber do biscoito fino da leitura de livros
propriamente ditos. A imaginação de Lili era, de suas
qualidades, a mais destacada. Notou um fato significativo, mesmo sendo
óbvio: os alunos faziam as suas pesquisas depois das aulas. "Porque não
antes?" perguntou-se na solidão de sua Biblioteca quase vazia. Para ela
estava claro que os alunos só realizavam as tais pesquisas porque era
obrigatório. Se não fosse, nem mesmo abririam as enciclopédias.
Biblioteca era igual a pesquisa e pesquisa igual a um dever. Nunca um
prazer. Mas isso é problema de bibliotecários ou de professores? Por que
Duque de Caxias não passava de um mero verbete? E que nem era lido, mas
transposto caligraficamente para folhas que, depois, receberiam algum
adorno e, pronto, tudo era entregue ao professor de História. Não havia
segredo para passar de ano.Foi então que Lili desconfiou que
poderia aliar-se aos professores. Pediu a eles que sugerissem novos
livros aos alunos para que ampliassem as possibilidades de leitura.
Parece que isso não alterou nada, pois os professores não respondiam com
empenho os formulários que lhes eram enviados com o objetivo de
organizar a bibliografia básica a ser usado no Colégio. O retorno foi de
12%, baixíssimo. Poucos mestres tiveram a pachorra de indicar livros
que pudessem ser alternativos aos verbetes. E quando isso acontecia e
Lili comprava as obras, colocando-as ao dispor dos alunos, eles passaram
simplesmente a copiar os livros indicados, preenchendo as expectativas
daqueles que, por dever de ofício, deveriam avaliar os trabalhos, dar
notas, aprovando ou reprovando. Lili percebeu que, dificilmente,
escaparia daquela fatalidade burocrática de indicar os livros para serem
copiados - sempre depois das aulas. Ocorreu-lhe, então, uma
nova idéia de campanha: convencida das potencialidades de uma pesquisa a
ser feita pelos alunos, de fato, antes das aulas, empreendeu um novo e
avassalador esforço de divulgação: "pesquise antes". Isso,
evidentemente, iria lhe custar muito. Teve de inteirar-se dos currículos
e programas de ensino. Ela queria antecipar a Biblioteca à sala de
aula. Era uma idéia inovadora, uma proposta que mudava a rotina, mas a
bibliotecária não poderia imaginar que lhe trouxesse tantas
turbulências. Conseguindo o programa de ensino do Piratininga,
Lili programou a Biblioteca. Claro que não pode dar uma cobertura
completa, pois seriam necessários espaço e acervos maiores. Mas isolou
alguns temas. Um deles, por exemplo, foi a Guerra do Paraguai. Lili
organizou um painel especial sobre o assunto: juntou livros a recortes e
frases de sua criação. Uma delas: "Caxias é um herói ou um bandidão
genocida?" Os alunos ficaram intrigados. Afinal, o Duque era sempre
homenageado em ruas, praças e estátuas eqüestres, inclusive em salas de
aula. Bandido? "Descubra aqui", dizia outra frase, sobre uma série de
indicações bibliográficas. O painel fora enriquecido, ainda, com
referências a pintores da época e à música que se fazia no Brasil
naquele período do Segundo Reinado. A novidade espalhou-se pela escola.
Livros que por longas semanas permaneceram virgens passaram a ser
disputados. Na própria Biblioteca, espontaneamente, formaram-se grupos
de discussão, dos quais até Lili, deliciada, participava. Aí as
desgraças começaram a ocorrer. Quase custaram o emprego da aplicada e
promissora bibliotecária do C.P. No dia da aula referente à Guerra do
Paraguai, ocorreu um inédito e inquetante episódio: o professor quase
foi trucidado pelos alunos que ergueram os seus dedinhos impertinentes,
lançando questões que o programa de ensino não abarcava. Em pouco tempo,
o abúlico professor, que há décadas ruminava as suas narrativas
históricas, foi obrigado a recorrer ao seu paiol de armas para pôr ordem
na classe. Os alunos pareciam enfurecidos, fazendo perguntas
agressivas, verdadeiros insultos ao herói nacional. De onde viera aquela
desintegração? Quem é que andava semeando dúvidas? Por que os alunos
não ouviam apenas? E sem que ninguém nos ouça: eles estavam fazendo
perguntas que o mestre não sabia responder. Teve que impor a sua
autoridade. Naquele dia fatídico o professor saíra revoltado da sala,
sentindo-se ultrajado pela petulância daqueles fedelhos que achavam ter
mais conhecimentos do que ele. Sem dúvida, havia uma inversão de
valores. Afinal, professor existia para ensinar e aluno para aprender,
não é mesmo? Posteriormente, ocorreu outra cena memorável na
aula de Português, quando uma aluna corrigiu um dado referente à
biografia de Machado de Assis que estava sendo monotonamente destilada.
"Quem sabe mais, eu ou a senhora?" perguntou a mestra que, prestes a se
aposentar, nunca se sentira tão humilhada como naquele episódio. Por
algum tempo, cenas assim foram se repetindo pelas classes do Piratinga.
Diagnosticou-se, de início, uma" crise existencial da juventude". Um
dia, um professor, um dos raros a pôr os pés na Biblioteca, pois
habitualmente lia os jornais recebidos, viu um dos painéis de Lili. Leu,
releu, intuiu. Num relâmpago, teve a certeza: ali estava a origem da
ação desagregadora que se observava no Piratinga. Quem diria, a
Biblioteca? Ela nunca havia dado trabalho, sempre fora apenas um apoio
didático. É verdade que aquela bibliotecária tinha antecedentes: ela
criara a gibiteca e promovera aquela espantosa queima de livros no
pátio. Agora, fazia esforço para criar dúvidas. Escola não deve criar
dúvidas, mas resolvê-Ias, dando as respostas corretas. Aluno não tem
maturidade para ler de tudo e discernir. Assim, vai acabar não fixando
nada.Naquele mesmo dia, o professor-detetive fez um relato
minucioso na sala onde os mestres se reuniam para tomar café, apostando
na ação pérfida da bibliotecária como a causadora daquela indesejável
agitação dos alunos em sala de aula. A certeza sobre o caráter
subversivo da bibliotecária espalhou-se rapidamente. "Dona Lili, não vás
além das sandálias", alguém dissera na reunião dos professores. Quem
pensava que era para interferir nas salas de aula? Ali mesmo foi
esboçada redação de um documento dos professores a ser encaminhado à
Direção do Piratinga. Nele Lívia Maria Nabuco, Lili, era acusada de
perturbar o processo normal do ensino, induzindo os alunos a leituras
pouco recomendáveis aos propósitos de uma escola tão tradicional como
aquela. No final do documento, diziam os professores: "Pedimos a V.Sa. a
gentileza de determinar à Biblioteca Comendador Saraiva que se atenha
unicamente à bibliografia recomendada e, especialmente, às obras
adotadas pelos professores como diretrizes para as aulas. Qualquer
desvio, poderá sentir V.Sa., será uma ameaça à autoridade que os
professores precisam manter junto ao corpo discente. Leituras que não as
indicadas serão vistas como elementos de perturbação do trabalho
pedagógico pelo qual somos os únicos responsáveis". O documento
alongou-se em reflexões sobre a autoridade do professor, os perigos da
falta de disciplina, a responsabilidade educacional, sugerindo medidas
para restabelecer a ordem. O Diretor do Colégio ao receber o
abaixo-assinado levou um susto, não imaginando que Lili pudesse ser uma
figura com tanta periculosidade. Chamou-a à Diretoria, e apresentou o
documento. Lili não mexeu um músculo, mas percebeu que, enfim, pudera
participar de forma significativa da vida daquela instituição na sua
busca de "melhoria do nível de ensino". E foi isso que Lili disse ao
Diretor, cândida e serenamente. Ele fez a sua obrigação: advertiu a sua
funcionária, pedindo a ela que não lhe criasse problemas, evitando
comprometer o bom nome do Colégio e a confiança que os pais tinham nele.
Lili ouviu tudo, prometeu refrear as suas ações e continuou, através de
seu trabalho, lutando como um Dom Quixote contra o ponto final da
autoridade em favor das vírgulas e das conjunções adversativas. Mas não
pôde cumprir a promessa. A freqüência à Biblioteca aumentava dia-a-dia,
os alunos iam diretamente às estantes vasculhar o acervo, alguns
passavam o dia lá. Parece que encontravam naquele espaço a liberdade
que, habitualmente, a sala de aula lhes negava. ...
(Fonte: MILANESI, Luís. Lili e os moinhos. In: ________.
A casa da invenção. 3.ed. São Caetano do Sul: Ateliê, 1997. p. 150-157.)