quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mensagem Do Dia

Se tivermos aprendido a disciplinar nosso espírito, a ficar satisfeito com o que possuímos, a viver em paz com os outros e com nós mesmos, seremos felizes, mesmo se perdermos nossas riquezas e se nossas condições de vida se degradarem.
Dalai Lama  

Escritores da Liberdade

Ficha Técnica :
Título no Brasil: Escritores da Liberdade
Título Original: Freedom Writers
País de Origem: Alemanha / EUA
Gênero: Drama
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Site Oficial: http://www.freedomwriters.com
Estúdio/Distrib.: UIP
Direção: Richard LaGravenese 

Elenco :
Hilary Swank, duaz vezes premiada com o Oscar interpreta Erin Gruwell, também chamada professora G ,incluindo Scott Glenn (Dia de Treinamento), Imelda Stauton (Harry Potter e a Ordem da Fênix) e Patrick Dempsey (Grey's Anatomy), ganhador do Globo de Ouro. 

Resumo Crítico : 
O filme aborda, de uma forma comovente e instigante, o desafio da educação em contexto social problemático e violento.
É meio a este drama, vivido por adolescentes na faixa etária entre 14 e 15 anos que Erin Gruwell assume a sala de aula para lecionar Língua Inglesa e Literatura para uma turma de adolescentes considerados  ''turbulentos", inclusive envolvidos com gangues. , cansada de sua rotina diária e desiludida em relação à vida profissional, que ela muda radicalmente de profissão dedicando-se a educação. A professora chega cheia de expectativas a sala de aula, imaginava que todos os alunos iriam corresponder ao seu modelo educacional,tornando-se frustrante os primeiros encontros, as brigas, os desencontros e as insatisfações são constantes na expressões dos alunos, simplesmente ela é ignorada a ponto de ficar sozinha na sala de aula.
O fime é uma boa indicação para o final de semana pois da ênfase no papel da educação como mecanismo de transformações individuais e comunitárias além de ressaltar a realidade social do aluno.

Fonte: http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdefilmes/641978

sexta-feira, 4 de maio de 2012

AQUIDAUANA ANTIGAMENTE (indexação)

PASSEIO PÚBLICO-HOJE TELEMS

CINE GLÓRIA

QUARTEL 4 BS atual 9° BE CmT
VISTA AÉREA DA IGREJA MATRIZ
PRÉDIO CORREIOS TELEGRÁFOS 1903
PONTE RIO TAQUARUSSU
PRAÇA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO 1905
PONTE VELHA 1925
TRAVESIA 1923
PONTE VELHA 1914
QUARTEL 4 BS atual 9° BE CmT
RUA 7 DE SETEMBRO
INAUGURAÇÃO DA PONTE
IGREJA MATRIZ
OFICINA DA NOB 1911

MARIA FUMAÇA
RUA ESTEVÂO ALVES CORRÊA 1940

RUA MARECHAL MALLET

RUA PORTO GERAL


MORRO 
IGREJA MATRIZ
IGREJA MATRIZ
ESCOLA PAROQUIAL
AQUIDAUANA 1920
CASA  CÂNDIA HOJE
CASA CÂNDIA
CINE GLÓRIA
CÂMARA MUNICIPAL DE AQUIDAUANA 1925
CONVENTO DOS PADRES REDENTORISTAS     



quarta-feira, 2 de maio de 2012

FElicidade !!!

A vida é como uma passagem, uma ponte que nos liga entre aquele nada em que não éramos e aquele Tudo que é Deus. É passagem, por isso não admite que fiquemos parados. É movimento constante do tempo para a eternidade. É preciso, portanto, caminhar, porque, assim como ninguém mora em cima de uma ponte, também embaixo dela não se pode morar. Caminhe. Vá em frente. Cada minuto é contado para sua felicidade, conforme você o souber aproveitar na prática do Bem.

“Clube das Mulheres”

Boate traz de volta a Campo Grande “Clube das Mulheres” original

 

O grupo já não é o mesmo, até porque a primeira formação envelheceu. O “Clube das Mulheres”, sucesso na década de 90, volta a Campo Grande no Túnel Club, boate aberta justamente para lembrar os velhos tempos.
Criado em 1990, o grupo rendeu até participação em novela global há 20 anos, depois de fama internacional dos homens em danças sensuais, fantasiados ao gosto da mulherada. No Brasil, Focca Barreto montou o show e, ao lado do apresentador Manzano, até hoje coordena as apresentações pelo Brasil.
Em São Paulo, o Clube é permanente, com espetáculos especiais para despedidas de solteira, por exemplo.
Em Campo Grande, o primeiro lote de ingressos custa R$ 30,00, o segundo será de R$ 40,00 e o terceiro R$ 50,00.
Reservas de Camarote podem ser feitas pelo 9242-7070. O Túnel Club fica no Rádio Clube Cidade.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Sonhoooo muito linduuu

Selecionamos vídeos divertidos com cachorros

Mensagem Dia do Trabalho

"Para ser bem sucedido no trabalho, a primeira coisa a fazer é apaixonar-se por ele" (Mary Lauretta)

'' Todas as pessoas têm disposição para trabalhar criativamente. O que acontece é que a maioria jamais se dá conta disso" (Truman Capote)

'' Felicidade é ter o que fazer .(Aristóteles)

'' Deus nos concede o privilégio de trabalhar, a fim de agir por nós mesmos, e para que tenhamos a bênção de substituir aqueles que ainda não entendem a felicidade de trabalhar.'' (Emmanuel -"Gotas de Paz")

''É estranho que, sem ser forçado, saia alguém em busca de trabalho."(William Shakespeare)

História do Dia do Trabalho

História do Dia do Trabalho
O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. 
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.

Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.

Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.

Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.

Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:

- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)

- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.
Fonte> http://www.suapesquisa.com

7ª Festa da Farinha de Anastácio - MS

Anastácio está pronta para a tradicional Festa da Farinha

A Festa da Farinha se tornou o símbolo do agronegócio anastaciano e referência da cultura da região Nordeste que exalta os nordestinos e descendentes que compõem grande parte da população de Anastácio. Por isso, as maiores atrações são nordestinas, desde a rica culinária à base de mandioca e outros pratos, tais como a buchada de bode, até a literatura de cordel, incluindo a força da cultura popular com a cantoria de repentistas e os grandes shows de artistas de renome nacional, e agora o consagrado cantor Raimundo Fagner, que se apresenta no próximo dia 5 de maio. e Falamansa, contratada agora para cantar na noite de 4 de maio. A dupla de repentistas deste ano é formada pelos consagrados cantadores Zé Viola e Severino Feitosa.
A Festa da Farinha, que está em sua 7ª edição, faz parte do calendário turístico-cultural do Estado de Mato Grosso do Sul e a cada ano se fortalece como grande evento regional, pois proporciona oportunidade para o público assistir a grandes shows e degustar a enorme variedade de pratos e produtos de mandioca, além de manter acesa a cultura nordestina que integra as regiões Nordeste e Centro-Oeste, sobretudo a região pantaneira, em cujo portal se situa o município de Anastácio. Os produtos da culinária da mandioca que mais se destacam na Festa da Farinha são tapioca, bolo de massa puba, polvilho seco, polvilho “in natura” e biscoito de polvilho (sequilho); farinha branca, amarela, mista e temperada; cuca de mandioca, coxinhas e pastéis de mandioca, beiju, bolo, pão, pudim, suco e até mesmo um coquetel revigorante, mais conhecido como ‘viagra’ de mandioca.
Dentre as muitas outras atrações da Festa da Farinha de Anastácio podemos citar a tradicional presença dos bonecos gigantes de Olinda, mulinhas, danças típicas como frevo e maracatu, banda de forró do CTN (Centro de Tradições Nordestinas) de Anastácio, e uma grande novidade, que é tenda de forró animada nas duas noites pela banda Forró Zen, de Campo Grande. Também é construída no local uma casa de farinha onde se demonstra todo o processo da produção da farinha; e o destaque da festa, que é um gigantesco saco de farinha com quatro metros de altura e pesando em torno de cinco toneladas. Nesse particular, a prefeitura local compra a farinha dos produtores, através de sua cooperativa, e depois da festa distribui o produto (do maior saco de farinha do mundo) para as famílias carentes.
Durante as duas noites (4 e 5 de maio) são esperadas cerca de 40 mil pessoas oriundas da região e de outros estados, já estando confirmada a presença das maiores autoridades do Mato Grosso do Sul, incluindo o Governador Dr. André Puccinelli, que nunca faltou ao tradicional evento.
A organização da Festa da Farinha recebe ajuda do governo e também de patrocinadores comerciais, sendo que todos os espetáculos são totalmente grátis ao público.
A Festa da Farinha é o ponto culminante dos festejos do aniversário de Anastácio, que este ano completa 47 anos de emancipação político-administrativa.
Fonte > http://www.tudodoms.com.br/noticia

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Material Impresso


Formato: 14 x 21 cm
Nº Páginas: 300
Ano da Edição: 2002
Acabamento: Brochura
Chamada:
Mãe & pai, o berço da felicidade!
Este livro é sobre como educar os filhos ao criá-los. Sobre como possibilitar, desde o nascimento, que eles sejam pessoas responsáveis por sua felicidade e conscientes de sua responsabilidade social. Sobre como dar-lhes autonomia de modo que tenham condições mínimas de viver sozinhos, sem se desmanchar cada vez que precisam sair do mundo criado pelos pais.
Editora: Gente
Preço pesquisado: R$ 22,90 (Saraiva)
Quem Ama, Educa !
Por que será que cada vez mais mãe e pai têm dificuldades de educar os filhos? Cada vez mais os consultórios de terapeutas são procurados por eles, bem intencionados mas desconhecendo o que fazem de errado na educação de seus filhos. Esses mesmos consultórios também se enchem de filhos para resolver seus problemas de inadequação à sociedade. E tantos outros pais que se sentem impotentes perante filhos que quebraram seus sonhos...
Essas são algumas das conseqüências de uma constatação a ser feita também pelos pais: somente cuidar dos filhos não é mais suficiente para garantir-lhes um bom futuro. Educar é muito diferente de criar. Vários adolescentes estão muito bem criados: simpáticos, fortes, saudáveis e bonitos, mas não educados. Mãe e pai querem que seu filho seja feliz. São, porém, poucas as crianças que se sentem plenamente felizes. Porque ninguém pode dar felicidade a outras pessoas, nem os pais aos próprios filhos. O que os pais conseguem é dar alegria, prazer, saciedade, condições básicas de saúde, educação, ajudar na construção da auto-estima... Mas são os filhos que devem aprender a ser felizes.
Este livro tem o objetivo de devolver para a família a responsabilidade de educar os filhos, hoje atribuída à escola, dada a nova dinâmica familiar e profissional da sociedade ocidental. O autor se propõe a ajudar os pais nessa empreitada reforçando a importância de valores e atitudes como limites e diálogo.

DR. IÇAMI TIBA
Médico, Psiquiatra, realizou mais de 72 mil atendimentos psicoterápicos a adolescentes e suas famílias, é autor de diversos livros sobre educação (mais de 850 mil livros vendidos) e ministrou milhares de palestras em escolas e programas de TV. Quem Ama, Educa! foi o livro campeão absoluto de vendas de 2003 segundo a Revista Veja.
Mantém o site www.tiba.com.br
Fonte
www.portaldafamilia.org

domingo, 22 de abril de 2012

Material Não Impresso



SEMPRE AO SEU LADO


  • Sinopse :
  • Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na         estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida. 











  • Informações Técnicas :
      Fonte : http://www.adorocinema.com/filmes/filme-128959/criticas/espectadores/recentes/

  •       Este filme é um dos melhores que eu ja assisti. A história é comovente linda, passa uma mensagem    muito   sincera do amor de um cachorro com seu dono alêm de ser um filme real.Mas para assistir você precisa estar acompanhado de uma caixinha de lenços pois é emocionante. Não deixem de assistir eu e todos que assistiram recomendamos.

    Queridos Amigos!!

    É muito fácil sairmos julgando todos, criticando, apontando os erros, colocando a culpa no outro... Mas como é difícil conversar e tentar entender o lado da outra pessoa, como é difícil estender a mão para ajudar alguém, como é mais difícil achar uma solução do que achar um culpado... Não faça as suas escolhas pelas coisas fáceis e sim pelas coisas certas!

    quarta-feira, 18 de abril de 2012

    Nós

    Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida,
    Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
    Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
    de fome, de miséria.
    Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um
    amigo, ou o apelo de um irmão.
    Mudo é aquele que não consegue falar o que sente
    Diabético é quem não consegue ser doce.
    Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
    E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois
    Miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
    A amizade é um amor que nunca morre.
    Mário Quintana

    A pessoa errada – Luis Fernando Veríssimo

    Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente.
    Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
    Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, Fala as coisas certas, Faz as coisas certas, Mas nem sempre a gente está precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
    A pessoa errada te faz perder a cabeça
    Fazer loucuras
    Perder a hora
    Morrer de amor
    A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
    Que é pra na hora que vocês se encontrarem
    A entrega ser muito mais verdadeira
    A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
    Essa pessoa vai te fazer chorar
    Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
    Essa pessoa vai tirar seu sono
    Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
    Essa pessoa talvez te magoe
    E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
    Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
    Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
    Vai estar o tempo todo pensando em você.
    A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
    Porque a vida não é certa
    Nada aqui é certo
    O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo
    Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo.
    E só assim é possível chegar àquele momento do dia
    Em que a gente diz: “Graças à Deus deu tudo certo”
    Quando na verdade
    Tudo o que Ele quer
    É que a gente encontre a pessoa errada.
    Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente…
    Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

    Luis Fernando Veríssimo

    Dia do Circo

     27 de Março
    Alguns estudiosos afirmam que o circo surgiu na Antiguidade, na Grécia ou no Egito; alguns apontam a origem do circo na China, mais de 5000 anos atrás. Há inúmeras versões sobre a origem do circo, dissonantes ou não, elas concordam em um sentido: o propósito de entreter e até enganar seus espectadores, o que ocorreu em muitos casos.
    A versão do circo como conhecemos - com picadeiro, lona, números com animais - é recente e foi criada pelo suboficial inglês Philip Astley, por volta de 1770, que montou um espetáculo eqüestre que contava com saltadores e palhaços.
    Não entraremos no mérito da origem do Circo, procuraremos, portanto, apresentar alguns exemplos que mais se prolongaram como espetáculos circenses ao longo da história da humanidade.
    O Coliseu de Roma, um anfiteatro reconstruído pelo imperador romano Júlio César, por volta dos anos 40 a.C., onde cabiam 87 mil espectadores, atraídos pelas mais variadas atrações, tais como: homens louros das regiões nórdicas, animais exóticos, engolidores de fogo, e posteriormente gladiadores que lutavam até a morte - a atração mais esperada pelo público do Coliseu.
    A luta entre os gladiadores no Coliseu começou com o reinado de Nero (ano 54 a 68 da era cristã), era a instituição no Império Romano do chamado "panis et circense" (pão e circo), que tinha por objetivo dar ao povo comida e diversão, para que estes não clamassem por mudanças ou melhorias que poderiam abalar as bases do Império Romano.
    As touradas na Espanha, uma prática que teve origem em Creta, onde o objetivo era domar e matar touros enfurecidos pelos gritos e pelos golpes de espadas aplicados pelos toureiros.
    A arte acrobática na China, utilizada em um torneio chamado "A batalha contra Chi-hu" (Chi-hu equivalente a chefe de tribo), que consistia em um exercício de batalha, com participantes portando chifres nas cabeças, lançando-se uns contra os outros em grupo de dois ou três. Conhecido como o "jogo das cabeçadas" na era do imperador Wu, da dinastia Han (220-206 a. C.), transformou-se e passou a chamar-se Pai-Hsi (os cem espetáculos). A encenação evoluiu e tomou a forma de espetáculos anuais, conhecidos como o Festival da Primeira Lua. Que ganhou novos números com o passar do tempo.
    No Brasil, "o maior espetáculo da Terra" tem origens tão diversas, quanto dissonantes; consenso mesmo só existe no fato de se admitir que houve uma chamada "Idade do Ouro", que segundo Omar Eliott, diretora da Escola Nacional de Circo no Rio de Janeiro durante o século XIX, os grandes circos estrangeiros vinham para cá aproveitando momentos econômicos favoráveis, como o ciclo da cana-de-açúcar, o "boom" da borracha e a ascensão do café, tomados como exemplos.
    Os circos chegaram a ter entre seus espectadores, gente da nobreza e até mesmo imperadores.
    Acredita-se que, com as constantes perseguições aos ciganos na Península Ibérica, muitos tenham chegado ao Brasil e entre suas atividades incluíam-se o adestramento de animais selvagens, o ilusionismo e as exibições com cavalos, conforme relata a pesquisadora Alice Viveiros de Castro, que afirma "sempre houve ligação dos ciganos com o circo".
    Atualmente, a grande maioria dos circos não usa mais animais em seus espetáculos, passou a contar com números mais ousados, primando pela encenação e pela profissionalização de seus componentes, com objetivo de competir com cinemas, teatros e outras formas de entretenimento.
    Fonte: www.brasilcultura.com.br
     Dia Nacional do Livro Infantil
    O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
    “Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
    Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
    Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
    Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
    Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira que preparava famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor-de-rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
    Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré fêmea muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como com personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
    Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
    Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

    terça-feira, 17 de abril de 2012

    LILI E OS MOINHOS [Dezembro/2004]

    (LUÍS MILANESI)
    Lili, moça bonita e extrovertida, o que não é comum entre as jovens que optam pela biblioteca como ambiente de trabalho, logo após a sua formatura foi trabalhar no Colégio Piratinga. Entrou otimista, sondou o ambiente e, armada de projetos e sonhos, avançou certa da concretização de seus ideais bibliotecários. Para isso, contava, além do que aprendera na escola, que ela sabia ser pouco, com um encanto pessoal que, em alguns casos, vale mais que as tabelas de classificação e todos os códigos da Biblioteconomia. O Colégio Piratinga, particular, recebia os filhos da classe média alta, aquelas cujos pais planejam para os seus rebentos um diploma de médico, engenheiro, administrador de empresa e semelhantes, o que poderia colaborar para manter a classe da família. Servindo a essa clientela, o C.P. oferecia benefícios não-usuais aos alunos comuns da rede oficial de ensino. Como escola paga, deveria mostrar algumas vantagens - o suficiente para manter o seu quadro discente completo. No Piratinga as tais "melhores condições de ensino" como, por exemplo, laboratórios e biblioteca, eram mais, muito mais, que a retórica das passeatas de professores com baixo salário e desempenho equivalente. O C.P. pagava bem. Lili, inclusive, estava exultante com a oferta que recebera. O valor era superior a esquálidos holerites pré-aposentadoria que muitas colegas, aquelas pioneiras, ocultavam com resignação. Como Lili obtivera aquele emprego "caído do céu", como diziam? Além das absolutamente necessárias indicações e referências, era impossível não perceber o entusiasmo da moça em relação a algo que, efetivamente, não animava ninguém. Havia sim uma Biblioteca no C.P., uma saleta mal iluminada, um leve odor de mofo, livros do tempo da fundação da entidade (logo após a Revolução Constitucionalista), algumas doações inúteis de órgãos de governo e, por certo, traças. Era um local adequado aos alunos mais irrequietos. Bastava a ameaça: "eu te mando para a Biblioteca" e a classe ficava em completo silêncio. Lili, acompanhada pelo Diretor do Estabelecimento, viu aquele cenário levemente lúgubre e conseguiu improvisar uma entusiasmada seqüência de idéias, mesmo que o ambiente não oferecesse qualquer tipo de estímulo. Ganhou o emprego e a simpatia do Chefe graças ao brilho (e à cor) dos seus olhos. E, ainda, promessa de apoio. Aí estava o desafio de Lili: implantar uma biblioteca útil. Era preciso obstinação, sem dúvida, e das fortes, daquelas que, eventualmente, podem ser identificadas como teimosia. No entanto, quase desistiu do emprego no primeiro dia de trabalho. Chegou em casa exausta, espirrando muito, o seu primaveril vestido lamentavelmente empoeirado. A noite, antes de dormir, fez uma profunda reflexão sobre a guerra suja que teria pela frente e resolveu ir adiante. Lili era alérgica à pó e isso não seria um obstáculo à sua força de vontade demolidora. Pelo menos não era claustrófoba. O primeiro gesto radical de Lili ocorreu logo na primeira semana de atividades. Fez uma seleção rápida das obras perfeitamente inúteis como, por exemplo, listas telefônicas velhas ou mutiladas e promoveu uma fogueira no pátio, sem pensar na frase que lera em algum lugar sobre a queima de livros como predecessora da queima de homens. Como exercia com muito jeito algumas práticas típicas dos profissionais de relações públicas e políticos em geral, anunciou no Colégio todo a fogueira dos livros. Os próprios alunos, com prazer, ajudaram-na a carregar os volumes para o pátio. Alguns até sugeriram que a queima poderia ser efetuada no interior da própria Biblioteca - o que daria menos trabalho e seria uma ação mais completa. Prevaleceu a idéia original do incêndio ao ar livre. Naquele dia, Lili conquistou o Piratinga. Alguns professores ficaram preocupados, não com a forma de separar as obras inúteis das utilizáveis, mas com a agitação e a pirotecnia do evento. Com as estantes vazias (quase a metade), Lili preocupou-se com dois grandes problemas: descupinizar o ambiente e ampliar o acervo. Fez junto ao Diretor uma descrição tão pavorosa da ação desses insetos que poderiam destruir todos os livros,inclusive, os valiosos arquivos da Secretaria, que uma firma foi contratada imediatamente para eliminar cupins, traças e quaisquer outros bibliófagos. O segundo problema era muito mais grave: o C.P., em seu orçamento, não incluíra a aquisição de livros. Não dá para comprar livros sem recursos. A idéia geral é que sempre haverá alguma boa alma que esteja querendo limpar a casa e doar uns livros dos filhos que não servem mais aos netos. 
    - Como é possível formar sem informar? perguntou Lili. 
    - Aqui a formação e a informação são dadas em sala de aula, desculpou-se o Diretor.

    Lili ficou surpresa com a argumentação, mas naquele momento não encontrou nenhuma resposta adequada, além da mais tradicional para essas situações:

    - Bem, Senhor Diretor, o jeito é fazer uma campanha para a obtenção de recursos para a compra de livros.

    O Diretor respondeu com os ombros, eloqüentes, não deixando dúvidas: esse assunto não lhe dizia respeito. Lili aceitou o desafio. Iria movimentar a Associação de Pais e Mestres e os próprios alunos, faria uma barraca na tradicional festa junina, realizaria concurso de beleza, rifas, livro de ouro e o que fosse necessário para não deixar a Biblioteca naquele estado de penúria. Inclusive, aceitaria doação de livros, desde que fossem novos ou, pelo menos, quase. Em menos de três meses, Lili arrecadou o suficiente para comprar cerca de oitocentos obras. Das três mil doações, foram aproveitados uns duzentos volumes. Além disso, incluíram-se na compra discos, diapositivos, mapas, tudo isso uma grande novidade para o Piratinga. Com esse empenho e sucesso, certamente, estava aberto o caminho para novos problemas. Por exemplo: aonde colocar aquele material todo? Nova batalha tomou todo o tempo e emoções de Lili: a conquista de um espaço mais adequado à nova Biblioteca. Ela dizia a palavra "nova", escandindo as sílabas. Palmo a palmo, o terreno foi sendo tomado. Não exatamente como ela queria, mas a área ampliou-se pelo menos três vezes, ocupando salas adjacentes e ganhando, com isso, alguns inimigos. Em pouco tempo, o cenário estava mudado. Logo na porta, no alto, afixara uma placa que dizia: "aqui, a sua liberdade". Parece que a frase causou alguma perplexidade. A inauguração foi festiva. Pais e alguns mestres compareceram. A Biblioteca não parecia ter saído dos manuais de Biblioteconomia. Havia uma estante com novidades onde os volumes não mostravam a lombada, mas a capa. Num móvel improvisado estavam dois jornais do dia (Lili conseguira a doação das assinaturas) e algumas revistas. O que não existia mais era bolor, insetos, fungos e o "inferninho", armário onde almas piedosas trancafiavam livros que pudessem comprometer a boa formação dos alunos. Ali estavam O Cortiço, O Crime do Padre Amaro e outras obras que pudessem pôr em dúvida o bom nome do Colégio. Lili entendeu que a classificação era por assunto e não pela gradação moral da obra. Por isso, o livro de Eça de Queiroz foi parar mesmo na área reservada à literatura portuguesa. No dia seguinte à inauguração, Lili madrugou na Biblioteca Comendador Saraiva - o nome que, por decisão da Diretoria, foi dado à nova repartição - à espera do primeiro leitor. Ele demorou a chegar e não manifestou interesse especial pelo acolhimento de Lili: queria apenas "fazer pesquisa" naquele "livro grande". O alvo era Frei Caneca e o tal livro, a Enciclopédia Barsa. O verbete foi localizado e o aluno se pôs a copiar. Lili observou que, esgotado o verbete, o menino pulara para o seguinte. Logo depois, a jovem bibliotecária ouviria a frase que a perseguiria por um bom tempo: - Tia, até onde eu copeio?
    1. "Está tudo errado", concluiu Lili. A partir daquele momento percebeu que não adiantava muito ter uma bem instalada Biblioteca, acervo rico e tudo continuar na mesma, como se a Biblioteca fosse ainda aquele lixo mofado. A bem da verdade, por vários dias a freqüência foi baixíssima, como antes. E cada um que chegava repetia o ritual: buscava o verbete para ser copiado. "Assim é que o professor quer", defendeu-se um aluno acossado por Lili com vários outros livros sobre o assunto que o "pesquisador" rapidamente copiava. Quando a Biblioteca ficava vazia, Lili punha no velho toca-discos doado um Vivaldi ou Mozart (o seu preferido). Nesses momentos, ela ficava atenta, à espera de algum aluno que, atraído pela música, lá entrasse. Não adiantava. "Será o repertório?", indagou Lili, pronta a pôr em prática o que fosse possível para atrair o seu público. Um dia ousou: um rock. Nada aconteceu. Sentiu-se ridícula. Os alunos só entravam na Biblioteca quando algum professor exigia as invariáveis pesquisas. De seu vasto arsenal de iscas para capturar leitores localizou algo que, talvez, pudesse destruir aquela horrível rotina que reduzia o seu rico acervo a uma única enciclopédia. Resolveu colocar em prática algo que não aprendera na escola: fazer uma gibiteca. Não era disso que os adolescentes gostavam? A reação foi de espanto discreto. Não dos alunos, mas de alguns professores que entendiam ser aquilo um desestímulo à boa leitura. Lili espalhara uma série de cartazes: "gibis na Biblioteca" diziam eles ilustrados com figuras do Pato Donald, Tarzan, Mônica, Fantasma, Zorro, Super-homem e outras mais. Isca infalível. Alguns curiosos apareceram. A jovem e irrequieta bibliotecária que introduzira o carnaval no templo observava com muita atenção os movimentos de seu querido público em torno dos gibis. Depois de alguns dias, percebeu que eram sempre os mesmos que iam remexer a caixa onde eles eram guardados. E ainda: por mais que destacasse livros e revistas, colocando-os ao alcance dos olhos e das mãos dos leitores de gibis, estes não pareciam servir de iscas para aqueles. Os alunos devoravam as aventuras dos super-heróis, deliciados, mas não queriam saber do biscoito fino da leitura de livros propriamente ditos. A imaginação de Lili era, de suas qualidades, a mais destacada. Notou um fato significativo, mesmo sendo óbvio: os alunos faziam as suas pesquisas depois das aulas. "Porque não antes?" perguntou-se na solidão de sua Biblioteca quase vazia. Para ela estava claro que os alunos só realizavam as tais pesquisas porque era obrigatório. Se não fosse, nem mesmo abririam as enciclopédias. Biblioteca era igual a pesquisa e pesquisa igual a um dever. Nunca um prazer. Mas isso é problema de bibliotecários ou de professores? Por que Duque de Caxias não passava de um mero verbete? E que nem era lido, mas transposto caligraficamente para folhas que, depois, receberiam algum adorno e, pronto, tudo era entregue ao professor de História. Não havia segredo para passar de ano.Foi então que Lili desconfiou que poderia aliar-se aos professores. Pediu a eles que sugerissem novos livros aos alunos para que ampliassem as possibilidades de leitura. Parece que isso não alterou nada, pois os professores não respondiam com empenho os formulários que lhes eram enviados com o objetivo de organizar a bibliografia básica a ser usado no Colégio. O retorno foi de 12%, baixíssimo. Poucos mestres tiveram a pachorra de indicar livros que pudessem ser alternativos aos verbetes. E quando isso acontecia e Lili comprava as obras, colocando-as ao dispor dos alunos, eles passaram simplesmente a copiar os livros indicados, preenchendo as expectativas daqueles que, por dever de ofício, deveriam avaliar os trabalhos, dar notas, aprovando ou reprovando. Lili percebeu que, dificilmente, escaparia daquela fatalidade burocrática de indicar os livros para serem copiados - sempre depois das aulas. Ocorreu-lhe, então, uma nova idéia de campanha: convencida das potencialidades de uma pesquisa a ser feita pelos alunos, de fato, antes das aulas, empreendeu um novo e avassalador esforço de divulgação: "pesquise antes". Isso, evidentemente, iria lhe custar muito. Teve de inteirar-se dos currículos e programas de ensino. Ela queria antecipar a Biblioteca à sala de aula. Era uma idéia inovadora, uma proposta que mudava a rotina, mas a bibliotecária não poderia imaginar que lhe trouxesse tantas turbulências. Conseguindo o programa de ensino do Piratininga, Lili programou a Biblioteca. Claro que não pode dar uma cobertura completa, pois seriam necessários espaço e acervos maiores. Mas isolou alguns temas. Um deles, por exemplo, foi a Guerra do Paraguai. Lili organizou um painel especial sobre o assunto: juntou livros a recortes e frases de sua criação. Uma delas: "Caxias é um herói ou um bandidão genocida?" Os alunos ficaram intrigados. Afinal, o Duque era sempre homenageado em ruas, praças e estátuas eqüestres, inclusive em salas de aula. Bandido? "Descubra aqui", dizia outra frase, sobre uma série de indicações bibliográficas. O painel fora enriquecido, ainda, com referências a pintores da época e à música que se fazia no Brasil naquele período do Segundo Reinado. A novidade espalhou-se pela escola. Livros que por longas semanas permaneceram virgens passaram a ser disputados. Na própria Biblioteca, espontaneamente, formaram-se grupos de discussão, dos quais até Lili, deliciada, participava. Aí as desgraças começaram a ocorrer. Quase custaram o emprego da aplicada e promissora bibliotecária do C.P. No dia da aula referente à Guerra do Paraguai, ocorreu um inédito e inquetante episódio: o professor quase foi trucidado pelos alunos que ergueram os seus dedinhos impertinentes, lançando questões que o programa de ensino não abarcava. Em pouco tempo, o abúlico professor, que há décadas ruminava as suas narrativas históricas, foi obrigado a recorrer ao seu paiol de armas para pôr ordem na classe. Os alunos pareciam enfurecidos, fazendo perguntas agressivas, verdadeiros insultos ao herói nacional. De onde viera aquela desintegração? Quem é que andava semeando dúvidas? Por que os alunos não ouviam apenas? E sem que ninguém nos ouça: eles estavam fazendo perguntas que o mestre não sabia responder. Teve que impor a sua autoridade. Naquele dia fatídico o professor saíra revoltado da sala, sentindo-se ultrajado pela petulância daqueles fedelhos que achavam ter mais conhecimentos do que ele. Sem dúvida, havia uma inversão de valores. Afinal, professor existia para ensinar e aluno para aprender, não é mesmo? Posteriormente, ocorreu outra cena memorável na aula de Português, quando uma aluna corrigiu um dado referente à biografia de Machado de Assis que estava sendo monotonamente destilada. "Quem sabe mais, eu ou a senhora?" perguntou a mestra que, prestes a se aposentar, nunca se sentira tão humilhada como naquele episódio. Por algum tempo, cenas assim foram se repetindo pelas classes do Piratinga. Diagnosticou-se, de início, uma" crise existencial da juventude". Um dia, um professor, um dos raros a pôr os pés na Biblioteca, pois habitualmente lia os jornais recebidos, viu um dos painéis de Lili. Leu, releu, intuiu. Num relâmpago, teve a certeza: ali estava a origem da ação desagregadora que se observava no Piratinga. Quem diria, a Biblioteca? Ela nunca havia dado trabalho, sempre fora apenas um apoio didático. É verdade que aquela bibliotecária tinha antecedentes: ela criara a gibiteca e promovera aquela espantosa queima de livros no pátio. Agora, fazia esforço para criar dúvidas. Escola não deve criar dúvidas, mas resolvê-Ias, dando as respostas corretas. Aluno não tem maturidade para ler de tudo e discernir. Assim, vai acabar não fixando nada.Naquele mesmo dia, o professor-detetive fez um relato minucioso na sala onde os mestres se reuniam para tomar café, apostando na ação pérfida da bibliotecária como a causadora daquela indesejável agitação dos alunos em sala de aula. A certeza sobre o caráter subversivo da bibliotecária espalhou-se rapidamente. "Dona Lili, não vás além das sandálias", alguém dissera na reunião dos professores. Quem pensava que era para interferir nas salas de aula? Ali mesmo foi esboçada redação de um documento dos professores a ser encaminhado à Direção do Piratinga. Nele Lívia Maria Nabuco, Lili, era acusada de perturbar o processo normal do ensino, induzindo os alunos a leituras pouco recomendáveis aos propósitos de uma escola tão tradicional como aquela. No final do documento, diziam os professores: "Pedimos a V.Sa. a gentileza de determinar à Biblioteca Comendador Saraiva que se atenha unicamente à bibliografia recomendada e, especialmente, às obras adotadas pelos professores como diretrizes para as aulas. Qualquer desvio, poderá sentir V.Sa., será uma ameaça à autoridade que os professores precisam manter junto ao corpo discente. Leituras que não as indicadas serão vistas como elementos de perturbação do trabalho pedagógico pelo qual somos os únicos responsáveis". O documento alongou-se em reflexões sobre a autoridade do professor, os perigos da falta de disciplina, a responsabilidade educacional, sugerindo medidas para restabelecer a ordem. O Diretor do Colégio ao receber o abaixo-assinado levou um susto, não imaginando que Lili pudesse ser uma figura com tanta periculosidade. Chamou-a à Diretoria, e apresentou o documento. Lili não mexeu um músculo, mas percebeu que, enfim, pudera participar de forma significativa da vida daquela instituição na sua busca de "melhoria do nível de ensino". E foi isso que Lili disse ao Diretor, cândida e serenamente. Ele fez a sua obrigação: advertiu a sua funcionária, pedindo a ela que não lhe criasse problemas, evitando comprometer o bom nome do Colégio e a confiança que os pais tinham nele. Lili ouviu tudo, prometeu refrear as suas ações e continuou, através de seu trabalho, lutando como um Dom Quixote contra o ponto final da autoridade em favor das vírgulas e das conjunções adversativas. Mas não pôde cumprir a promessa. A freqüência à Biblioteca aumentava dia-a-dia, os alunos iam diretamente às estantes vasculhar o acervo, alguns passavam o dia lá. Parece que encontravam naquele espaço a liberdade que, habitualmente, a sala de aula lhes negava. ...

    (Fonte: MILANESI, Luís. Lili e os moinhos. In: ________. A casa da invenção. 3.ed. São Caetano do Sul: Ateliê, 1997. p. 150-157.)

    domingo, 8 de abril de 2012

    OLHAR PARA TRÁS
    Um dia você vai lembrar de hoje e se perguntar por que teve tanto medo de agir. Um dia você vai olhar para trás e se perguntar por que deixou que tantos pequenos contratempos o atingissem. Um dia você vai olhar para trás e se perguntar por que não foi um pouco mais disciplinado e focado. Se pudesse olhar para trás daqui a dez anos, o que você lamentaria não ter feito?Se pudesse olhar para trás, que coisas você consideraria como as mais importantes do dia de hoje? Que oportunidades, que passam despercebidas hoje, seriam evidentes no futuro? Uma vida de real valor e significado é algo que se constrói com o tempo, não um prêmio que se ganha por sorte ou habilidade. O dia de hoje é uma oportunidade de construir a vida que você quer, uma oportunidade que não voltará. O futuro é imprevisível, mas uma coisa é certa: você jamais se arrependerá de dar o melhor de si a cada momento.

    terça-feira, 27 de março de 2012

    Dia do Circo

    27 de Março

    Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.
    Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.
    Alguns estudiosos afirmam que o circo surgiu na Antiguidade, na Grécia ou no Egito; alguns apontam a origem do circo na China, mais de 5000 anos atrás. Há inúmeras versões sobre a origem do circo, dissonantes ou não, elas concordam em um sentido: o propósito de entreter e até enganar seus espectadores, o que ocorreu em muitos casos.
    A versão do circo como conhecemos - com picadeiro, lona, números com animais - é recente e foi criada pelo suboficial inglês Philip Astley, por volta de 1770, que montou um espetáculo eqüestre que contava com saltadores e palhaços.
    Não entraremos no mérito da origem do Circo, procuraremos, portanto, apresentar alguns exemplos que mais se prolongaram como espetáculos circenses ao longo da história da humanidade.
    O Coliseu de Roma, um anfiteatro reconstruído pelo imperador romano Júlio César, por volta dos anos 40 a.C., onde cabiam 87 mil espectadores, atraídos pelas mais variadas atrações, tais como: homens louros das regiões nórdicas, animais exóticos, engolidores de fogo, e posteriormente gladiadores que lutavam até a morte - a atração mais esperada pelo público do Coliseu.
    A luta entre os gladiadores no Coliseu começou com o reinado de Nero (ano 54 a 68 da era cristã), era a instituição no Império Romano do chamado "panis et circense" (pão e circo), que tinha por objetivo dar ao povo comida e diversão, para que estes não clamassem por mudanças ou melhorias que poderiam abalar as bases do Império Romano.
    As touradas na Espanha, uma prática que teve origem em Creta, onde o objetivo era domar e matar touros enfurecidos pelos gritos e pelos golpes de espadas aplicados pelos toureiros.
    A arte acrobática na China, utilizada em um torneio chamado "A batalha contra Chi-hu" (Chi-hu equivalente a chefe de tribo), que consistia em um exercício de batalha, com participantes portando chifres nas cabeças, lançando-se uns contra os outros em grupo de dois ou três. Conhecido como o "jogo das cabeçadas" na era do imperador Wu, da dinastia Han (220-206 a. C.), transformou-se e passou a chamar-se Pai-Hsi (os cem espetáculos). A encenação evoluiu e tomou a forma de espetáculos anuais, conhecidos como o Festival da Primeira Lua. Que ganhou novos números com o passar do tempo.

    No Brasil, "o maior espetáculo da Terra" tem origens tão diversas, quanto dissonantes; consenso mesmo só existe no fato de se admitir que houve uma chamada "Idade do Ouro", que segundo Omar Eliott, diretora da Escola Nacional de Circo no Rio de Janeiro durante o século XIX, os grandes circos estrangeiros vinham para cá aproveitando momentos econômicos favoráveis, como o ciclo da cana-de-açúcar, o "boom" da borracha e a ascensão do café, tomados como exemplos.
    Os circos chegaram a ter entre seus espectadores, gente da nobreza e até mesmo imperadores.
    Acredita-se que, com as constantes perseguições aos ciganos na Península Ibérica, muitos tenham chegado ao Brasil e entre suas atividades incluíam-se o adestramento de animais selvagens, o ilusionismo e as exibições com cavalos, conforme relata a pesquisadora Alice Viveiros de Castro, que afirma "sempre houve ligação dos ciganos com o circo".
    Atualmente, a grande maioria dos circos não usa mais animais em seus espetáculos, passou a contar com números mais ousados, primando pela encenação e pela profissionalização de seus componentes, com objetivo de competir com cinemas, teatros e outras formas de entretenimento.
    Fonte: www.brasilcultura.com.br